Entre nós, em defesa de uma escola

Walter Omar Kohan

Neste texto, proponho-me a esclarecer alguns aspectos da defesa da escola realizada por J. Masschelein e M. Simons em sua obra Em defesa da escola, bem como incorporar alguns elementos próprios de uma outra tradição - a escola popular de Simón Rodríguez - com o intuito mais amplo de aprofundar o debate desencadeado pelas teses dos autores belgas e torná-las ainda mais ressoantes para o contexto brasileiro. Para isso, na “Apresentação”, situo a importância do debate no atual cenário da educação nacional. Na seção seguinte, “Em defesa da escola”, apresento as teses principais do livro, assim como o caráter específico da proposta dos autores belgas sobre as relações entre escola e política. Já na seção “Em defesa da defesa: uma visão (a)política?”, contextualizo os principais autores que influenciaram a obra e detalho a maneira específica como ela se situaria em oposição a propostas como “Escola sem Partido”, as quais sintetizam a atual política educativa do governo brasileiro. Em “A invenção de uma escola entre nós”, introduzo alguns elementos da proposta de escola popular de Simón Rodríguez e, em particular, sua aposta na invenção e na atenção. Por último, em “Considerações Finais” incorporo a ideia de errância na afirmação de uma escola outra entre nós, inspirado em Le Tiers-Instruit de M. Serres.

Jan Masschelein. Maarten Simons. Simón Rodríguez. Escola pública. Invenção. Errância.